“RoboCop” (2014) – Bem longe do original.

Para quem gosta do original, não vai gostar muito do novo (eu eu eu!!). Dirigido pelo brasileiro José Padilha (“Tropa de Elite”), o filme tenta mostrar um RoboCop mais humano e mais família, mas na minha opinião, Padilha não foi muito feliz neste filme. Eu ainda prefiro o original.

Fala sobre a história do policial Alex Murphy que, perto de descobrir sobre uma rede de corrupção dentro do departamento de polícia de Detroit, sofre um atentado a sua vida. Ele sofre algumas lesões como queimaduras de 4º grau por 80% do corpo (interessante que o rosto do Murphy foi muito danificado, mas quando ele vira RoboCop, a pele do rosto está parecendo um pêssego de tão perfeita rs), a perda de uma perna e de um braço, da audição, cego de um olho (interessante que eles conseguiram salvar esse suposto olho que já estava perdido, ficou novinho rs)… e eu acho que é só isso (só, né?!), mas ele não morre, como no original.


O dr. Dennet, vivido pelo fantástico Gary Oldman (nosso eterno comissário Gordon), vê em Murphy o homem perfeito para se tornar o RoboCop. A partir daí, o filme vai se desenvolvendo lentamente, mas bem lentamente, abordando temas como o ser humano por dentro de uma máquina com sentimentos ainda apegados à sua família, corrupção, sensacionalismo e capitalismo.

Existe uma forte crítica ao sistema capitalista abordado no filme, onde a prioridade é dinheiro e poder, e todo o resto que se lasque. Mostra também uma indústria sensacionalista e manipuladora que usa o RoboCop para promover suas idéias que antes não eram aceitas pela sociedade norte americana, como a idéia de que um policial robô é mais eficiente que um humano e de que a prioridade desta indústria é apenas promover a segurança (cof cof cof).

Verdade seja dita: os efeitos especiais estão muuuuuuuuuito bons! Apesar de não ter muitas cenas de ação, as que tem estão muito bem feitas. O novo RoboCop ganhou um “swing” em seu caminhar, uma vez que o original era todo travadão; agora ele também corre, pula, anda de moto e possui armas não letais (mas as letais ainda estão lá). Ah sim, e ele também continua exercendo seu papel de marido e pai, já que no original a família se manda.

Eu confesso que achei a atuação de Joel Kinnaman (o Robocop) um tanto fraca, mas em contrapartida, Gary Oldman em seu papel de médico de bom coração e Samuel L. Jackson sendo o apresentador de televisão mais safado que poderia existir, balancearam bem o filme, pois a atuação deles é fantástica.

Se vale a pena? Hmm.. Para uma sessão pipoca sem muitas pretensões, até que vale.

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Roberta Porto

é advogada e cantora de uma banda de rock nas horas vagas. Além da paixão por cinema, costuma se aventurar dentro do ramo da gastronomia.

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