“Pompeia” (2014) – Pura perda de tempo

Não, não cometam o mesmo erro que eu, não assistam a este filme. Francamente, foram horas da minha vida perdidas. Mas a história? Não, não vale a pena.. Os atores? Também não… Efeitos especiais? Menos ainda.. O final? Nem me lembre.. “Pompéia” foi um filme que não deveria ter visto a luz do dia. O final do filme foi trash, tão trash que me deu até uma crise de risos para que eu não chorasse com tamanha decepção.

A história é fraca, a atuação é pouca, verdadeiros abusos de clichês, efeitos especiais que deixam a desejar e, para fechar a catástrofe com chave de ouro: um final que dá vontade de chorar (porque você começa a pensar que poderia ter usado essas horas em algo realmente produtivo).


Adoro filmes épicos. Acho fantástico toda aquela fantasia em cima de gladiadores, corrida com cavalos, as roupas da época, aquelas redes de intrigas. É sempre (quase sempre) legal os efeitos especiais, as histórias, a forma como são conduzidos os filmes que tratam daquela época tão antiga. “Pompeia” tinha tudo para ser um bom filme, mas teriamos que mudar apenas quase tudo. Atrevo-me a dizer que foi uma tentativa altamente frustrada de fazer um novo “O Gladiador”, mas o tiro saiu pela culatra, com a força da expressão, “de com força”.

A história fala sobre um jovem que se torna gladiador após seu povo ser dizimado pelo exército romano. Milo, vivido por Kit Harington (o eterno Jon Snow de Game of Thrones), além de sua liberdade, quer vingar a morte de seu povo, e por ironia do destino, a situação se torna favorável ao seu grande desejo. O Senador Corvus, vivido por Kiefer Sutherland, pretende se casar com a mocinha e colocar a cidade de Pompeia em suas mãos. Tudo caminha lentamente até que o vulcão entra em erupção.  A partir daí, as coisas começam a se complicar de verdade, pois começam as gritarias, correrias e caos, caos e mais caos.

E vamos as comparações: Primeiro, Russel Crowe já tinha cara, tamanho e porte de gladiador por natureza. Kit Harington não convenceu muito como gladiador, e muito menos, passava medo ao oponente. Carrie Anne Moss, saiu da destruidora Trinity, de Matrix, para uma personagem que as falas não preenchem nem uma folha de papel ofício inteira. A mocinha do filme… tem o que falar? Hmm, acho que não, só se for para dizer que ela era um clichê da mocinha tapada, e só! Kiefer Sutherland deixou de ser o destemido Jack Bauer, de 24 horas, para ser o vilão super canastrão que não casou com o personagem (sabe quando o ator não se encontra no papel?).

Depois de todas as considerações acima, se você ainda pretende assistir ao filme, sinto muito por você, mas afinal, a escolha é sua. Não recomendo nem para perda de tempo.

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Roberta Porto

é advogada e cantora de uma banda de rock nas horas vagas. Além da paixão por cinema, costuma se aventurar dentro do ramo da gastronomia.

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