Ghost in the Shell (2017) – Live action de primeira linha

Um filme baseado no anime do próprio nome. Ghost in the Shell vai além de um simples desenho, uma vez que por trás da história, traz toda uma filosofia a cerca da vida, das máquinas, da robotização e da alma. Para quem gostou do anime, acredito que também irá gostar do filme. Algumas cenas foram quase fieis ao anime e a história foi modificada, logicamente. Se você assistiu ao anime, certamente irá estranhar a história, mas lembrará de várias cenas as quais o filme puxou, de forma meio modificada. Além disso, o filme manteve a música do anime.

O filme conta sobre o “nascimento” de Mira, o primeiro androide a ter um cérebro humano, feita pela empresa Hanka. Ela foi desenvolvida para ser uma arma do chamado setor 09, o qual trava um combate ao terrorismo. Tentando deter um terrorista, Major Mira descobre muito mais sobre ela do que poderia imaginar, entrando em conflito com seu atual “eu”. É nesse momento que a história realmente começa a ser revelada.


A filosofia adotada no filme é a de como humanos irão se robotizar ao passar do tempo, os chamados “aperfeiçoamentos”, melhorias robóticas feitas nos corpos humanos. Hanka tenta controlar Mira, mas o que eles não entendem é que a alma dela foi junto ao cérebro durante o transplante de corpo. Desde o começo do filme, existe todo um questionamento quanto a alma, a identidade que pode ser roubada pelos aperfeiçoamentos, qual o limite entre ser humano e ser robô. O visual do filme me lembrou bastante de “Blade Runner”: as propagandas holográficas gigantes, o visual exótico, as cidades amontoadas sem plantas ou árvores, enfim, um visual futurístico bem parecido com o filme já dito.

Existe uma cena, a qual não posso detalhar muito para não dar spoilers, mas me lembrou bastante de uma cena de Star Wars Episódio 3, a qual Anakin estava só o caco depois das porradas que levou de Obi Wan. Acredito que ficou bem parecida, mas tão parecida que até o braço perdido foi o mesmo, o esquerdo (só não posso dizer de quem era o braço), além de sair se arrastando apenas pelo braço direito. (Anakin, é você?)

Scarlet Johanson dá vida a Major Mira, mostrando mais uma vez todo seu potencial para lutas e personagens fortes. Pilou Asbaek, mais conhecido pelo seu papel em “Game of Thrones” como o vilão Euron Greyjoy, encarna Batou, braço direito de Mira, e o longa também conta com a presença de Juliette Binoche, interpretando a Dra. Ouelet, quem faz o design e dá vida a Mira. Os efeitos especiais estão de primeira, tornando o filme bastante realista. Eu recomendo.

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Roberta Porto

é advogada e cantora de uma banda de rock nas horas vagas. Além da paixão por cinema, costuma se aventurar dentro do ramo da gastronomia.

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