“Dracula Untold” (2014) – Como estragar uma história

Drácula, vampiros e tudo o que envolve esse universo, às vezes gótico, às vezes épico, sempre foi e sempre será objeto de cobiça entre muitas pessoas. As histórias deste universo ímpar vendem, ou costumam vender, nem que seja apenas a primeiro momento. Mas, infelizmente, nem todos os contos vampirescos são abençoados com a glória de uma boa história. “Drácula Untold” faz parte da não afortunada comunidade dita a pouco.

A história (diga-se de passagem bem fraca) fala sobre uma briga de anos a fio entre a população da Transilvânia e os Turcos. Para dar uma trégua, o Rei da Transilvânia “doa” cerca de mil meninos para o exército Turco, dentre eles, o seu primogênito, Vlad Tepes. Com o tempo, Vlad cresceu e virou um temido guerreiro, cuja fama deu origem ao seu apelidinho: “O Empalador”. Ele voltou e virou governante de seu povo. A treta começa quando o rei turco resolve pedir ao Vlad, depois de 10 anos sem encher muito o saco, um pequeno tributo de 1000 meninos para montar um exercito (e a história se repete), isso inclui o filho de Vlad. O problema é que Vlad não entrega nenhum menino e declara guerra! É nesse momento que o filme começa a ir ladeira abaixo, por incrível que pareça.


A história se perde no meio do caminho, pois literalmente inventam demais. Vamos lá:

Primeiro (a parte que me rendeu risos durante uma semana) existe uma excelente propaganda dentro do filme sobre: Torne-se um vampiro você também! Beba o sangue de um vampiro e ganhe um trial de 03 dias, com direito a testar todas as habilidades de um vampiro, e se não gostar, basta não beber sangue e terá sua vida mortal de volta! Aproveite, pois é por tempo limitado!! – Sim, falei em tom de brincadeira, mas é verdade, isso realmente acontece no filme e é hilário!! A mente humana é bem criativa (ha ha ha ha).

Segundo, as mortes são bem ridículas, as guerras (se é que possamos chamar assim) são muito fracas, a história de amor é forçada, o Drácula que é o suprassumo do sobrenatural é enrolado de uma forma super boba e ainda o fazem se transformar em um monte de morceguinhos furiosos.

Terceiro, a forma que o Drácula vira vampiro, a forma que termina o filme, a forma do pacto entre o Drácula e o suposto primeiro vampiro é meio estranha. Enfim, é bem fraca a história.

O elenco conta com a participação de Luke Evans (o Bard de “O Hobbit”), no papel de Drácula; Dominic Cooper (o Howard Stark de “Capitão América”), no papel do Rei Turco 2º. Ao meu ver, quem salva o filme é o grande ator Charles Dance (o eterno Tywin Lannister), que faz o papel do primeiro vampiro.

Não aconselho. É fraco, muito fraco. Não vale a pena. Não recomendo!

 

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Roberta Porto

é advogada e cantora de uma banda de rock nas horas vagas. Além da paixão por cinema, costuma se aventurar dentro do ramo da gastronomia.

1 comment

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  1. guifelicissimo 9 setembro, 2015 at 13:00 Responder

    Cada um tem sua opinião, o filme pra mim foi épico conta a historia do Drácula desde o inicio. A pessoas que gostam a pessoas que não, mais aconselhar elas não assistirem. Ae e demais né.

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